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Mostre Seu Talento, com Juçara Freire

Arthur Paiva

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Artista de Rua.com - Ademir Leão

Arthur Paiva

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Saúde e Medicina no Brasil e Portugal - 200 anos

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Botica portátil, em madeira, final do século XIX, produzida no Brasil. Construída segundo indicações do Dr. Chernoviz, a botica portátil era uma espécie de "estojo de pronto socorro" da época, compreendendo frascos, instrumentos, medicamentos e livreto de instruções que detalhava a forma e o preparo dos remédios e suas indicações terapêuticas. Muitas delas foram adquiridas pelas autoridades sanitárias brasileiras com o intuito de prover condições de trabalho a médicos do interior do País. Essa peça foi coletada na Fazenda Cachoeira, em São João da Boa Vista, interior de São Paulo - Acervo do Museu Histórico Nacional.

A Exposição:
No âmbito das comemorações dos 200 anos da chegada da Corte portuguesa ao Brasil, uma exposição no Museu Histórico Nacional apresenta, de 8 de julho a 7 de setembro de 2008, a trajetória da saúde e da medicina no Brasil e em Portugal nos últimos duzentos anos.

Com curadoria geral de Helena Severo e realização da Cultura & Arte, a exposição é patrocinada pela Academia Nacional de Medicina, Eletrobrás, Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro/Faperj, Fundação Oswaldo Cruz/Fiocruz, Grupo GlaxoSmithKline e Interfarma/Associação da Indústria de Pesquisa, com o suporte educacional do Instituto Sangari e apoio do Museu Histórico Nacional e Rio Scenarium.

A abertura da exposição marca, ainda, a realização do Simpósio “Brasil/Portugal-200 Anos”, iniciativa dos Ministérios da Saúde do Brasil e de Portugal, da Fundação Oswaldo Cruz, do Alto Comissariado de Saúde de Portugal e das Academias de Medicina do Brasil e de Portugal.

De caráter cronológico, a exposição aborda desde as práticas de cura, de origem indígena, africana ou portuguesa, no Brasil Colônia, passando pela adoção de novas orientações e medidas de fiscalização das artes de curar e pela criação das primeiras instituições de ensino médico, com a chegada da Corte portuguesa ao Brasil, até a institucionalização da saúde pública ao longo século XIX.

Até o inicio do século XIX cabia aos Comissários do Físico Mor e do Cirurgião Mor a fiscalização e implantação das medidas de defesa da saúde nas colônias portuguesas, inclusive no Brasil. Barbeiros, cirurgiões barbeiros, parteiros e outros, eram licenciados pelo Cirurgião-Mor do Reino, e sua atuação estava restrita à realização de sangrias, aplicação de ventosas e à cura de feridas e de fraturas. A administração de remédios internos era privilegio dos médicos formados em Coimbra, e as orientações em relação à saúde pública seguiam as orientações da metrópole portuguesa com relação à inspeção de boticas e fiscalização de hospitais. Este quadro começa a mudar quando, em 1808, o Príncipe Regente D.João cria os dois primeiros estabelecimentos de ensino médico no Brasil: a Escola de Cirurgia da Bahia, em Salvador (deu origem à atual Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia), e a Escola Anatômica, Cirúrgica e Médica do Rio de Janeiro (atual Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro), dando início à formação de profissionais médicos no país.

Com acervo de diversas instituições, inclusive do Museu Histórico Nacional, a exposição está dividida em quatro módulos.

O primeiro módulo apresenta objetos e instrumentos trazidos pelos europeus, assim como as práticas de cura de origem indígena e africana, muitas com forte conotação religiosa, evidenciando as relações entre estas práticas com o conhecimento médico trazido pelos cirurgiões portugueses.

Já o segundo módulo aborda a criação das duas primeiras instituições de ensino médico, tendo em vista a necessidade imperiosa de formação de quadros profissionais para serviços de saúde. A cidade do Rio de Janeiro havia se transformado em centro administrativo do Império, e neste sentido foram implementadas importantes medidas administrativas, econômicas e culturais, de impacto sobre a saúde e medicina no país. Destaque, ainda, para a fundação, em 1829, da Sociedade de Medicina do Rio de Janeiro (futura Academia Nacional de Medicina), com o objetivo de reunir médicos para debater assuntos específicos sobre saúde e doenças humanas, e para a atuação da Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro, que além dos objetivos assistencialistas firmou-se como espaço de exercício e ensino de medicina.

A saúde pública é o tema do terceiro módulo, especialmente sua institucionalização ao longo do século XIX, num contexto de grande incidência de moléstias de caráter endêmico e epidêmico nas cidades brasileiras. A lei de 30 de agosto de 1828 atribuiu às Câmaras Municipais a responsabilidade pelas ações e serviços de saúde e de higiene. Destaque para os problemas enfrentados pela saúde pública, como a epidemia de febre amarela, em várias cidades nos anos de 1849-1850, o que fez com que o governo imperial adotasse algumas medidas, como a criação da Junta de Higiene Pública. No final do séc. XIX e princípio do XX, foram criadas as primeiras instituições destinadas às pesquisas biomédicas, no Brasil e em Portugal, como o Instituto Soroterápico Federal (atual Fundação Oswaldo Cruz), na cidade do Rio de Janeiro, e o Instituto Central de Higiene (atual Instituto Nacional de Saúde Dr.Ricardo Jorge), e a Escola de Medicina Tropical (Instituto de Higiene e Medicina Tropical), em Lisboa. No início do século XX, a importante reforma sanitária na cidade do Rio de Janeiro, liderada por Oswaldo Cruz, estabeleceu um marco definitivo na história da saúde publica brasileira. Além de Oswaldo Cruz, a exposição destaca, também, a atuação de Carlos Chagas no campo da saúde pública brasileira.

O último módulo empreende uma reflexão sobre a medicina contemporânea, apresentando as grandes revoluções do conhecimento médico: diagnóstico e cura, tecnologias de ponta e medicamentos a serviço da qualidade e do aumento da expectativa de vida. Através de diversos recursos cenográficos e de multimídia, o público terá acesso à evolução dos serviços e das práticas médicas no Brasil e em Portugal. No segmento final a “palavra” surge com elo mais vivo das ligações, até hoje, entre o Brasil e Portugal.

Visite, avise familiares e amigos e especialmente médicos do seu convívio, pois é um belo trabalho para ser visto.

Endereço :
Praça Marechal Âncora - Próximo à Praça XV
20021-200 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (021) 2550-9220 / 2550-9224
www.museuhistoriconacional.com.br

Apoio Cultural na Zona Oeste:
www.grandestalentos.com.br,
www.pcg.com.br,
www.portalseropedica.com.br,
www.oportal.org,
www.revistazonaoeste.com.br
Jornal Atual
Rádios Nova FM 98,5 e Transativa FM 100,9
Divulgação Cultural: Malu Ravagnani
Comentários (2)
RESPOSTA:
2 Seg, 10 de Novembro de 2008 16:42
Malu Ravagnani
Flávio,
A Assessoria de Imprensa - Museu Histórico Nacional - local onde estava a exposição me respondeu hoje (10/11):
"Malu penso que ele pode achar informações junto a Fiocruz."
Esperamos ter ajudado.
Solicitação.
1 Dom, 14 de Setembro de 2008 14:16
Flávio Lucio Mendonça Villaça
Prezados Senhores,
Gostaria de contar com a consideração e gentileza de V. Sas. no sentido de nos informar onde encontrar alguma referencia existente quanto à pessoa do Dr. Teóphilo de Almeida e aos trabalhos de medicina sanitarista por ele conduzidos na área de Saúde Pública no Rio de Janeiro, em décadas passadas, anteriores a 1960.
Cordialmente.
Flávio Lucio Mendonça Villaça
flaviolmvillaca@yahoo.com.br

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